Oscar A partir de agora?

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Oscar A partir de agora?

Talvez foi a vertigem. Ou a estupidez. Ou a simples cegueira. Ou o medo, quem sabe. O caso é que a Academia optou por recusar-se a perspectiva da glória. Mesmo que doa, mesmo que metiera a Hollywood no mais complicado, pelo inédito, dos atolladeros.

Pois bem, Julia Roberts abriu o envelope e a boca melhor perfilada de Hollywood saiu o que nunca deveria ter saído: Green book, que não Roma. Contra o traço e a certeza de se fazer a História (com H maiúsculo), se elegiam as maneiras, puro, amável, somente descomplicado de um relato pensado para os bons sentimentos.

E para o esquecimento. Isto é um vídeo tão perfeitamente previsível como descomplicado. Funcional. Isso é o relato interracial do músico preto Don Shirley (Mahershala Ali) e seu motorista italiano (Viggo Mortensen). Tudo bem, nada de excepcional. A edição nº noventa e um do Oscar poderia ter presumido de colocar o marcador a zero. Assim e, de lançar ao ar diversas questões de resposta ligeiramente indecentes. E desconfortável. As interrogaciones ainda estão lá.

Mas fariam mais prejuízo com Roma elevada a único paradigma. Com que fundamento proibida de Cannes, o festival que estabelece o modelo de ouro do cinema de autor, os videos com o selo Netflix como fez o ano anterior? Você tem sentido continuar forçando as produções a ter um lançamento comercial nos cinemas, no momento em que a maior quantidade do público (e da própria Academia) parece ter deixado de ter a sala como fonte? Como contraatacarán os canais de televisão da Disney e da Warner, com a finalidade de estrear na grade?

E mais: incontestados os canais comuns que um filme adquire até agora assuntos por exemplo prestígio ou reconhecimento crítico, E se é desta maneira, o Oscar a partir de agora? A Academia de Hollywood, um ambiente aparentemente pro encontro, a discussão e até a propaganda, decidiu pela noite de domingo adiar a resposta a tal pergunta. Será que chegaremos a enxergar o cinema sem cinemas?

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Os novos tempos são portanto. E, de fato, perdeu a mais querida filme. Adquiriu a mais politicamente correta. Melancólico decisão, afinal de contas, para uma noite evidentemente choroso. Nem se atreveu a mencionar que, em sensacional lógica, era a única fita com competência para vencer a Roma: A favorita, de George Lanthimos.

E deste modo as coisas, para Green book, a mais insípida proposta em anos, foram assim como os prêmios de melhor roteiro e melhor ator secundário: o citado Mahershala Ali. E cumpriu o surpreendente desastre, a solenidade se limitou a conceder a explicação a cada uma das favoritas. Essa foi a tônica de uma noite só quebrada, pro mal, pro conclusão. Desde que se abriu o primeiro envelope de atriz coadjuvante com o nome de Regina King dentro, todo cumpriu com o acordado. E com a opção menos competente nas casas de apostas. O serviço da atriz em O blues de Beale Street, de Barry Jenkins, se afigura impecável e designado desde tua aparição no festival de Toronto como um dos imperdíveis da temporada.